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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Kung Fu no Brasil...O inicio.




Kung Fu é uma expressão antiga que, genericamente, no dialeto cantonês (proveniente de Cantão, no sul da China), significava “tempo e esforço desprendido numa atividade” ou “grau de perfeição alcançado em qualquer área de atuação” ou ainda “conhecimento profundo de um assunto”.
Na década de 70, essa expressão ficou mundialmente conhecida como denominador das artes marciais chinesas através dos filmes de artes marciais. Entretanto a expressão gramaticalmente correta para designar arte marcial é WUSHU, originária do mandarim (vale lembrar que após 1945, Mao Tsé Tung designou o mandarim como língua oficial chinesa).
Alguém poderia perguntar por que então foi escolhido o termo “KUNG FU” e não “KUOSHU” ou “WUSHU” para representar Arte Marcial?
Muito simples: os primeiros imigrantes chineses eram de Cantão, que é uma região litorânea.
O acesso ao mar era mais fácil para estes imigrantes que para os de outras regiões da China. Estas pessoas espalharam-se para todo o mundo: Europa, África, Oceania e Américas, para tentar ganhar a vida e obter condições de sobrevivência melhores do que as que possuíam em seu país de origem.
Apenas eles mesmos compreendiam o idioma chinês, pois é um idioma complicado.
Em sua vida diária, sempre reservavam um tempo de lazer para treinar os movimentos de exercícios de lutas que aprenderam na China.
Por outras vezes, eram perseguidos por serem de origem oriental e provocados para brigas. Com uma estrutura física franzina na maioria das vezes, venciam lutas contra homens maiores que eles. Evidentemente, isso causava surpresa aos habitantes nativos de qualquer país.
Que técnica era essa, com a qual um homem tão pequenino podia bater com facilidade em qualquer grandalhão?
Na sua curiosidade, as pessoas indagavam aos chineses como se chamava essa técnica, essa “coisa estranha” que eles dominavam tão bem. Aí começava a confusão de idiomas.
Os chineses queriam explicar que para saber tais movimentos era necessário treinar muito, era preciso dedicar algumas horas por dia a essas técnicas, enfim, que era um trabalho árduo conseguir tal condição física para luta.
Então, como não tinham o vocabulário suficiente para conversar, respondiam simplesmente “É KUNG FU” (o que significava: “trabalho intenso para ficar bom nisso, ou simplesmente saber fazer”) e paravam por aí.
Por outro lado, as pessoas passaram a interpretar que aqueles chineses cantoneses praticavam uma luta de nome Kung Fu. Portanto foi graças àqueles primeiros imigrantes do sul da China que o nome Kung Fu se espalhou pelo mundo.
Pioneiros do kung fu no Brasil
A partir do ano de 1959, desembarcaram no Brasil os primeiros Grão-Mestres chineses vindos de Cantão e de Hong Kong.
Iniciaram os ensinamentos com muita dificuldade, principalmente devido à língua e à cultura brasileira; a princípio em casas com aulas particulares, depois em centros comunitários e finalmente abrindo as próprias academias onde a maioria continua até hoje.
Os pioneiros no Brasil foram os Grãos Mestres Wong Sue Keung (Tai Chi Chuan), Chan Kowk Wai (Shaolin do Norte – Bak Siu Lum), e Chiu Ping Lok ( Shaolin do Sul – Fhai Hok Phai).
Em 1971 chegou a São Paulo o Mestre Li Wng Kay, representante do Estilo Garra de Águia, (Jen Jiao Fan Tzi).
Em 1979, chegou o Mestre Li Hon Kay representante do estilo Hung Gar e Wing Chun.
Em 1980 o estilo Shen She Chuen começa a ser ministrado no Brasil sob a supervisão do Mestre Hu Chao Tien, filho do Mestre Ha Shi Wen.

Fonte: Federação Paulista de Kung-Fu.


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